Preço dos legumes e verduras vendidos na feira estão bem mais caros

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O repolho foi o produto que apresentou maior alta, com 163,1% de aumento. O preço passou de uma média de R$1,70 para R$4,50.

repolho verde

Estudo realizado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco e Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos mostra que a estiagem está provocando uma alta nos preços dos legumes e verduras em Pernambuco.

Para estudar a situação, foram analisados os valores dos produtos das centrais de abastecimento de Garanhuns e Recife no mês de fevereiro dos anos de 2011, 2012 e 2013.

Segundo o diretor de desenvolvimento rural, Rômulo Fernandes, para retirar o efeito da inflação, os preços dos anos anteriores foram corrigidos pelo índice geral de preços em disponibilidade interna (IGP-DI). “É importante destacar que a inflação, medida pelo IGP-DI, ficou em 7,85% no período de fevereiro de 2012 a fevereiro de 2013″, informou.

O repolho foi o produto que apresentou maior alta, com 163,1% de aumento. O preço passou de uma média de R$1,70 para R$4,50. Em seguida aparece o tomate, com 133,0% de aumento. A disparada nos preços é resultado da seca no nordeste e do excesso de chuvas e das altas temperaturas na região sudeste do país.

De acordo com o professor da UFRPE, Epaminondas Borges Filho, a pesquisa mostra que a seca não afeta só o campo, mas também a comercialização dos legumes e das verduras. “O produtor rural sofre com as mudanças climáticas e, com isso, alguns dos produtos que ele fornece para quem comercializa perde na qualidade ou na quantidade. É um processo que afeta a todos, inclusive o consumidor”, afirmou.

Os produtos que apresentaram menor alta foram o quiabo (12,1%) e a batata doce (2,7%).

Produto – Aumento

Repolho- 163,1%

Tomate- 133,0%

Macaxeira – 123,4%

Cebolinha – 120,1%

Chuchu- 119,7%

Alface lisa- 111,3%

Coentro- 99,1%

Alface crespo- 97,6%

Repolho roxo- 90,7%

Pimentão- 88,9%

Maxixe- 87,8%

Cebola- 74,6%

Inhame- 72,3%

Pepino- 69,0%

Couve- 64,2%

Cenoura- 64,1%

Pepino- 50,0%

Beterraba- 46,4%

Berinjela – 39,5%

Jiló – 39,2%

Abóbora jacarezinho- 37,6%

Alface americano- 34,7%

Abóbora cabocla- 31,1%

Vagem- 30,6%

Quiabo- 12,1%

Batata doce- 2,7%

A redução dos preços da cesta básica ainda não chegou ao consumidor e deve ser menor do que previa o governo. A promessa era de queda de até 12,5%, mas segundo o setor de alimentos não deve passar de 6%. Com a medida, o governo vai deixar de arrecadar R$ 5,5 bilhões em impostos só este ano, mas com a cesta básica mais barata, espera um alívio na alta de preços.

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Por Jornal de Caruaru

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